Nina Rosa Sá

NinaA diretora começou sua trajetória colaborando com a Companhia Silenciosa no final de 2003, como assistente de direção.

No ano seguinte junto com outros artistas fundou a Companhia Provisória, núcleo em que escreveu e dirigiu sua primeira peça, Walt Disney Está com Seus Dias Contados, que se mostrou o embrião de uma pesquisa que envolvia a integração de linguagens entre cinema e teatro, com um texto alicerçado em cultura pop, como quadrinhos, cinema e música. As projeções de tempos distintos, ora brincando com a linguagem dos filmes de Woody Allen ora colocando o Mickey Mouse como figurante deram o start para o que viria a se tornar marca registrada de Nina.

Em 2006 montou a cena curta Após Ser Jogado no Rio e Antes de me Afogar, como exercício para a Faculdade de Artes de Paraná. A cena recebeu notas máximas e meses depois foi apresentada e aclamada na II Mostra Cena Breve Curitiba – A Linguagem dos Grupos de Teatro. A peça era uma adaptação do conto homônimo de Dave Eggers e contava a estória de um cachorro muito veloz que gostava de apostar corridas com os outros cachorros. Partindo de um texto fabular, mas extremamente pop e coloquial, construiu-se mais um passo da pesquisa com cultura pop. Elementos como a sonoplastia tiveram sua função ampliada. Em uma das críticas sobre o trabalho que foi apresentado também no Festival de Teatro de Curitiba, na I Mostra Novos Repertórios (organizada e produzida por quatro companhias, incluindo a Provisória) era ressaltada a importância das canções, a música era tratada como elemento de expressiva importância na construção da narrativa.

A Companhia Provisória se desfez em 2009, com um último trabalho, Na Verdade Não Era, texto de Luiz Felipe Leprevost e direção de Nina Rosa Sá. Dando uma guinada nas pesquisas anteriores a diretora se voltou para um teatro mais narrativo, em que a construção de imagens se dava muito mais pela força da palavra do que pela encenação. Um divisor de águas que criou uma equalização na pesquisa entre um teatro imagético e um teatro de palavra.

Começou então a colaborar com o Teatro de Breque, em um primeiro trabalho também de 2009, intitulado Chiclete&Som, baseado na obra de Caio Fernando Abreu. O espetáculo foi sucesso de público, tendo várias sessões lotadas em sua curta temporada. Em 2010 participou com o espetáculo do Coletivo de Pequenos Conteúdos, na época em sua segunda edição. Na ocasião o espetáculo teve várias críticas positivas, incluindo uma de Luiz Fernando Ramos na Folha de São Paulo. O espetáculo era essencialmente apoiado em imagens criadas a partir dos textos de Abreu, mas mantinha uma forte relação com a palavra, com o como se dizer o texto do autor.

No mesmo ano numa nova colaboração com o Breque, mas somando-se a isso a presença do dramaturgo Leprevost, dirigiu Com Amor, na Mostra Cena Breve. A cena mais tarde se desdobraria em outra coisa, com a saída de Leprevost do projeto, Nina assume a dramaturgia a partir de conversas e experiências dos atores para criar o espetáculo que mais unia todas as questões sendo pesquisadas e aumentava a potencialidade de significância dos vídeos (da autoria de Fábio Allon), que estavam presentes quase que no totalidade da montagem e dialogavam amplamente com a cena.

Daí para no ano seguinte mais uma pausa, uma volta ao texto e ao trabalho do ator, em A Vaca Pródiga, texto de Mark Harvey Levine e produção do Teatro de Breque.

Em 2012 volta ao trabalho de dramaturga, em colaboração com Levine, e escreve o espetáculo Em Breve nos Cinemas, inspirado na obra de David Foster Wallace. A peça trazia a interação com vídeos, mas os mesmos eram feitos ao vivo, diante de um câmera e em cenário escondido dos olhos do público por uma parede cenográfica, que só via aquilo que estava sendo construído no ao vivo de maneira midiatizada.

Em 2013 escreve e dirige o espetáculo Tempestade Inabitada, inspirado na obra de Simon Van Booy. Sem a utilização de vídeos a peça se apoiava em outros alicerces para construção de imagens, como o próprio cenário, uma grande instalação de voal, dentro da qual os atores passavam quase toda a peça. Esse cubo de tecido transparente permitia uma construção livre de imagens com diferentes cores e sombras.

No mesmo ano começou a pesquisa de Para Ler aos Trinta, que contou com uma mostra de processo nas Satyrianas, em São Paulo. A pesquisa também desencadeou o surgimento do experimento solo da diretora, o Projeto Z.

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